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10 setembro 2013

Cobertura Bienal Parte III - Porta dos Fundos


Oi!!!! Coruja Nerd aqui de volta! E como prometido no primeiro post sobre a Bienal (clique aqui), vim aqui falar sobre o bate-papo com a equipe do Porta dos Fundos que aconteceu no domingo dia 1º de setembro.
Como eu já tinha falado a organização para esse encontro foi mil vezes melhor do que a do Nicholas Sparks. Eles colocaram um cartaz com todos os horários de distribuição de senhas e eventos em frente ao Auditório Rachel de Queiróz, além de colocarem grades para a formação da fila e a presença de muito mais seguranças e pessoal de apoio.
E o que falar deles gente?! Toda a equipe foi muito simpática e atenciosa, respondendo as perguntas da plateia com o humor que só eles têm. Os fãs apenas sentiram a ausência de Gregório Duvivier e Clarice Falcão.
A pergunta de um garoto de apenas dez anos foi a que eu mais gostei: “Vocês brigam muito?”. Fábio Porchat logo começou com “Brigamos sim, brigamos todo dia...” quando Kibe (Antonio Tabet) interrompeu dizendo “Ô Fábio, ele só tem dez anos! Não, não brigamos, dormimos cedo, escovamos os dentes e comemos de tudo, inclusive alface e escarola!”


Teve até um garoto chamado “Pedrão” que disse que o sonho dele era ser humorista e pediu pra contar uma piada. O pessoal do Porta deixou, e depois que ele contou, até teve uns que riram pra não deixar o garoto na mão, mas não foi muito engraçado.  Também houve várias declarações de amor para Fábio Porchat, até uma que pediu pra ele não participar do quadro “Medida Certa” do programa Fantástico. Mas Fábio afirmou que até não podia parecer, mas ele estava acima do peso.

Deixaram bem claro também que o humor que eles fazem é o que eles acham graça, e que são coisas do dia-a-dia que deram forma ao canal. Além de também declarar que eles partiram do ponto de que todos podem entender as piadas, independente de idade ou de classe social.
Depois do bate-papo, eles saíram, claro que pela porta dos fundos e se encaminharam para o Jardim Central do Rio Centro para autografar mais de 600 cópias de “Porta dos Fundos – O Livro” da Editora Sextante. 

Bom gente, isso foi só um pouquinho do que aconteceu lá na Bienal. Espero que vocês tenham gostado e não se esqueçam de curtir a página da Coruja Nerd: https://www.facebook.com/pages/Coruja-Nerd. Bicadinhas da Coruja e até mais!

06 setembro 2013

Cobertura Bienal Parte II - Encontro de Blogueiros

Olá gente! Esse é o segundo post sobre a cobertura da Bienal ( Se você ainda não leu o primeiro, corre lá.) Pois bem, nesse post vamos falar um pouquinho da experiência que tive nos  dois encontros de blogueiros dos quais eu participei na Bienal do Livro no dia 01 de setembro.
O primeiro encontro foi o da editora Intrínseca, no auditório Mario de Andrade. Não estava cheio, haviam poucos blogueiros e talvez isso tenha deixado todos mais à vontade. Não foi como ir à alguma palestra ou coisa assim, foi como se reunir para falar de paixões em comum: LIVROS.

De início, recebemos senhas para sorteio. E eu, claro, não ganhei nada RS. Nem o fato de ter arrastado o meu namorado que detesta ler só pra ter mais uma senha me ajudou. Me critiquem. Achei os sorteios muito interessantes pelo fato do ganhador ter livre escolha do livro. No caso, o ganhador  tinha o direito de escolher três livros quaisquer no stand da editora. Também teve um sorteio patrocinado pelo skoob, no qual o ganhador teria seu banner exposto por alguns dias na página do site. Para os blogueiros de plantão, esse foi o sorteio mais visado. 
Durante o encontro, além de divulgar seus livros mais famosos e os lançamentos de setembro. A editora passou vídeos dinâmicos e alguns book trailers bem interessantes que te deixavam com mais vontade ainda de ler o livro.
Alguns dos livros que mais me apaixonaram foram:
  • Extraordinário, R.J. Palacio;
  • Cidade de Papel, John Green;
  • Perdão, Leonard Peacock, Mattew Quick;
  • Garota Exemplar, Gillian Flynn;
  • Vida após a morte, Damien Echols.
(Você me verá falando sobre essas obras no próximo post do blog.)

No final do encontro, a editora distribuiu como brindes bolsas personalizadas com os nomes dos autores que são simplesmente lindas, cup cakes também personalizados com mini-livros que deixaram até mesmo eu, com dó de comer, botons do skoob e alguns marcadores. Confira as fotos:
Mesa de Cup Cakes
Que dó de comer, haha
Blogueiras. ( Reparem na bolsa da menina do meio, foi um dos brindes.)

O segundo encontro foi meu xodó. Foi realizado pela Nati do blog Flor de Lis, que é uma amiga minha da época da escola, e foi patrocinado pela editora Novo Conceito. Foi muito bom estar lá prestigiando-a e vendo um de seus sonhos se realizando. Eu presenciei um pouco de toda a organização, de todo o esforço que ela e as outras integrantes do blog (Foto acima) fizeram para realizar o encontro. Todo o carinho e cuidado que tiveram com cada detalhe, desde a elaboração das divulgações e atendimento no facebook até a hora de recepcionar o pessoal.

Natiane de calça azul, organizadora do evento e Pedro de Camargo, autor de "Eu Compro, Sim! Mas a Culpa é dos Hormônios'.
A Novo Conceito também foi excelente, disponibilizando uma parte do stand pra gente, falando de seu trabalho e nos proporcionando um momento descontraído de bate-papo com alguns autores nacionais. Pudemos saber também as novidades que o skoob (Não sabe o que é skoob? Em breve faremos uma postagem explicando um pouco mais dessa ferramenta) vem preparando para este ano. Como por exemplo, uma nova atualização do site e a parceria com blogs.
Representantes Novo Conceito falando dos lançamentos
Tammy Luciano, autora de "Garota Replay" falando do seu novo livro "Claro que te amo." (Olhem eu ali em pé lendo algo, hehe)

Também tiveram sorteio e troca de livros que deixou todo mundo muito feliz. E eu, claro, não ganhei nada no sorteio, pra variar. Alguns dos lançamentos da Novo Conceito que você não pode deixar de ler são:
  • Os Adoráveis, Sarra Manning
  • Quando uma Garota entra em um Bar, Helena Paige
  • O Amor Mora ao Lado, Debbie Macomber
Bom gente, essa foi minha experiência da primeira vez que fui a um encontro de blogueiros. O Ela Disse ainda é um bebê e pra mim, foi um aprendizado e tanto estar lá com gente que vive disso e saber um pouco mais sobre esse universo do blog. Pretendo ir em outros, com certeza e também aconselho a você que tem um blog ou pretende iniciar um a ficar ligado em quando terão outros, é realmente uma ótima experiência de crescimento.
Fiquem ligados na continuação da cobertura da Bienal com o Porta dos Fundos. Beijocas, lubs.




04 setembro 2013

Cobertura Bienal Parte I - Nicholas Sparks

 Olá gente! Aqui vos fala a Coruja Nerd  e hoje eu vou falar sobre a primeira parte de um especial de três posts da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que está acontecendo desde o dia 29 de agosto e vai até o dia 08 de setembro.
E para começar, nada mais nada menos do que Nicholas Sparks! Sim, eu o conheci e vou contar pra vocês a, nada fácil, porém, ótima experiência que passei.
Primeiramente queria deixar bem claro a falta de organização da Editora Arqueiro e da Bienal para receber um dos maiores autores da atualidade. Nicholas Sparks arrasta milhões de fãs pelo mundo inteiro, então por que aqui no Rio seria diferente?! Não estavam logisticamente programados para a multidão que estava lá naquele dia. Claro que a falta de educação por parte das pessoas também não deve ser tolerada, mas acho que eles aprenderam a lição, já que no dia seguinte, eles estavam bem mais organizados e preparados (Parte 3 – Porta dos Fundos).
Nicholas Sparks foi para a Bienal no dia 31 de agosto, sábado, onde ele iria fazer uma palestra e conhecer seus fãs ao meio-dia no Auditório Rachel de Queiróz, localizado no Pavilhão Azul. O Auditório tinha capacidade para 400 pessoas e iriam ser distribuídas senhas para cadeiras numeradas uma hora antes da sessão, ou seja, às 11 horas.
Entretanto, não foi exatamente isso que aconteceu. Já bem cedo, antes mesmo do evento abrir às 10h, havia um grande número de pessoas aglomeradas em frente aos portões do Pavilhão Laranja. Quando os portões abriram, pessoas começaram a empurrar umas as outras, algumas até caindo e sendo pisoteadas! Quem já tinha comprado o ingresso antecipado, seja na internet, seja nas lojas credenciadas, correram direto para a entrada, enquanto as outras se dirigiram à bilheteria.  Pessoas começaram a pular ou desencaixar as grades que formavam o caminho para furar fila. Alguns atéperderam os calçados. Resumindo: uma bagunça só.
Chegando ao auditório, você não sabia se era uma fila ou um ajuntamento de pessoas. As faixas que formavam o caminho (não eram grades) sumiram por causa da multidão. Ninguém sabia o final da fila, então muita gente furou fila sem saber. A quantidade de pessoas era tão grande que chegou a tomar conta de toda a Rua da Bienal (se vocês não sabem, os corredores da Bienal são chamados de ruas). Quando ameaçaram abrir as portas do auditório é que a confusão se instalou. Quem estava atrás começou a empurrar, e todas as pessoas foram jogadas literalmente para frente, passando em cima de todas as faixas e seus suportes. Os seguranças – que eram poucos – conseguiram fazer um cordão de isolamento em frente à porta do auditório para conter o povo. E a distribuição de senhas? Não houve. Aliás, houve sim, bem cedo distribuíram apenas 100 senhas e também aconteceu um “evento” que não estava na programação da Bienal, realizado pela Editora Arqueiro, em que o Nicholas autografou livros. Ou seja, um evento que pouca gente soube que existiu, pois foi antes mesmo da abertura da Bienal.
Por volta de meio-dia começaram a liberar a entrada do auditório, mais ou menos 5 pessoas por vez. Com isso, tudo ficou mais confuso ainda e gritos de “Não Empurra!” “Aqui é a fila!” e “Mal organizado!” foram ouvidos. Houve ainda um boato de que ele só assinaria o livro novo, “Uma Longa Jornada”, e as pessoas começaram a ficar ainda mais nervosas. O cordão de isolamento dos seguranças formava um semicírculo em volta do portão do auditório e eles liberavam um lado por vez, o canto da direita, outro da esquerda e depois do meio e assim sucessivamente, mas às vezes eles liberavam mais pessoas de um lado do que do outro, então as reclamações ainda continuavam.
Quando era em torno de 13h, eu consegui entrar. Dentro do auditório, a atmosfera era outra.Havia banheiros e água e eles utilizaram as cadeiras para fazer os corredores das filas, e apesar de estar lotado, não havia gritos de reclamação e sim, de felicidade por estar perto de conhecer o Nicholas. Ele desistiu da palestra e resolveu atender a todos, autografando os livros e tirando fotos.
Contudo, houve um momento de tensão. A multidão lá fora estava tão grande que eles conseguiram ultrapassar os seguranças e arrombar a porta do auditório. Nesse momento, a assessora do Nicholas pegou o microfone e pediu a todos para ficarem calmos, e o Nicholas começou a se levantar e a “sair” do auditório. As pessoas ficaram desesperadas pensando que ele ia embora, no entanto, ele só ia ao banheiro. Os seguranças conseguiram conter o tumulto, mesmo assim muitas pessoas entraram no auditório, inclusive uma amiga minha, que já tinha até desistido de tentar vê-lo, mas nessa confusão, ela conseguiu entrar.

E então chegou o grande momento. Eu não o agarrei como muitas meninas fizeram, mas ele foi super simpático e apertou a minha mão. Só podia assinar um livro e ele não podia conversar muito, mas mesmo assim todos ficaram muito felizes. Ele parecia um pouco assustado com toda aquela quantidade de pessoas, mas mesmo assim ele não deixou de ser gentil e educado.


Bom gente, essa foi a minha experiência com o Nicholas Sparks. Mesmo enfrentando um sufoco como aquele, posso dizer que valeu muito a pena e que vou guardar esse momento pelo resto da minha vida. E fiquem ligados que ainda tem muito mais sobre a Bienal aqui no Ela Disse. Bicadinhas da Coruja pra vocês e até mais!











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17 junho 2013

O gigante acordou

Acordei. Confesso que meu sono durou bastante tempo; tiveram alguns que vieram me sacudir, mas a verdade é que eu não sabia o que era levantar desde a década de 90.
Acordei. Demorou pra isso acontecer. É que sonhar é confortável sabe? Estava tudo tão sereno que sair da zona de conforto parecia a coisa errada a se fazer.
Acordei. Me puseram pra dormir, me deram um pouco de dengo, algumas afirmativas e até cantaram. Veja só, cantaram o meu hino. O defenderam com tanta vivacidade, sorriram e acenarem que eu até acreditei que fosse verdade.
Mas acontece, que eu acordei. O gigante adormecido deu as caras, deixou de deitar em berço esplêndido pra mostrar que um filho meu não foge à luta.
Acordei. Acordei no rosto de cada jovem, no grito abafado de cada cidadão, na dor de uma mãe que viu seu filho sendo traçado pela criminalidade. Acordei no desemprego, na marginalidade, na precaridade. Acordei nos hospitais, nas escolas, nas universidades.
Acordei e vi grandes estádios, muitos gringos e médicos importados. Acordei e que decepção, bandido manipulando a população.
Acordei na rua, na internet e estou até falando outros idiomas. Acordei e não foi por centavos, é que precisava reparar todos esses estragos. 
Acordei e não venha me pedir calma. Pacífico fui e abusaram, agora aguentem a resposta ao seu descaso.
Muitos dizem que eu não deveria ter acordado. Alguns, acham que não tenho motivo e que o sono, ah.. o sono era onde eu deveria ter ficado. A ignorância é uma benção, tenho que admitir. Mas a verdade liberta e não temos pra onde fugir. 
Filhos meus, já se foi a hora em que me maltrataram e me usaram. Levantem-se porque a causa é minha e sua, não são apenas delinquentes lá na rua. 
 Venham comigo, porque sabemos muito bem a onde ir. E aos queridos governantes, sinto lhe informar, mas o gigante despertou e agora vocês também não vão conseguir dormir.



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