15 março 2014

Sobre pontes e despedidas

Eu não posso mais andar daqui. Daqui, eu devo voltar. Entenda que eu fui mais além do que podia, mas não dá mais pra me perder tentando te ganhar.
Eu criei pontes e ligações pra te fazer chegar, eu dei um passo além, passei dos limites que um diria eu juguei ter. Descobri, bem na alma, que nossas teorias se desfazem na prática, e olha, isso doeu um bocado.
Eu preciso voltar. Não me force a ficar, nem a continuar. Eu só preciso voltar, meu bem.
 Não queira você parar por mim. Nem eu faria isso. Vá, vá em frente e não me ouça te pedindo pra ficar.
Prossiga, meu bem. E lá na frente, quando chegar, lembre-se de me ligar, de me dizer como estão as coisas por lá. Vá, meu bem. Não deixe que te impeçam de ir, apenas siga o caminho que você traçou. Siga isso que chamam de destino, mesmo que ele te distancie de do que chamamos de nós.
Se não for pedir muito, leva um pouco de mim em você. Me leva no seu abraço, tira de mim um pedaço pra me guardar, pra te guardar. Eu prometo não ocupar muito espaço. Prometo também que vou fazer o contrário, eu vou seguir o caminho inverso, não vou te levar comigo, vou te deixar pelo caminho. Entenda que não é por querer, é que você deixou muito por aqui e todo esse excesso de você dia desses vai me sufocar.
Vá, meu bem. Mas se doer demais, se o seu caminho sozinho for apenas só e solitário. Volta, volta e reconstrói as pontes, as ligações. Traz a memória o caminho de volta, o caminho que trilhamos até nos encaixar. Volta e reconstrói. Reconstrói o que eu perdi, quando te deixei ir.

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